quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Quem é o Zé bobão?

 O Zé bobão é um cara muito conhecido por todos nós. Ele trabalha e trabalha e trabalha...Acorda 04:30 da manhã todos os dias e vai dormir a meia noite. Seu objetivo de vida é enriquecer (e não se aposentar antecipadamente). Para ele, a vida é infinita, a morte não existe. 

Sua maior alegria é olhar para uma planilha de Excel e ver seu patrimônio crescendo todos os meses. Sua vida pessoal é uma derrota, geralmente ele é corno ou divorciado. Seus filhos o odeiam, pois não tem tempo para eles. Quando é sozinho, sua vida é amarga e de modo corriqueiro procura os serviços de uma profissional do sexo ou se afunda em bebidas e drogas. 

Mas de bobo ele não tem nada. Muito esperto, ele não possui pós graduação (por vezes nem graduação) mas auferi lucros onde ninguém mais vê, oportunidades escondidas ele as encontra. Seu modus operandi de vida é trabalhar, se sacrificar, acumular riquezas e nada mais. Não procura um sentido maior na vida. Não faz caridades. Não ajuda o próximo mesmo com dicas valiosas ou incentivos e apoio. Para alguns Zezões da vida, a vida se resume a ter dinheiro, aliás, muito dinheiro. 

Se o cidadão alcança 2 milhões, ele inventa que precisa ter 5 milhões. Quando chega nesse número, ele quer mais. Agora é necessário possuir 10 milhões, se bem que 20 milhões é o ideal. E assim ele vai passando pela vida como um robô, uma máquina de produzir dinheiro (e muita frustação pessoal). Quem não nasce rico nessa vida, tem um preço a pagar, se deseja enriquecer honestamente. E o preço é bem alto: Estresse elevado, obesidade, pressão alta, problemas psicológicos, etc. E o anos vão passando, 30 anos, 40 anos, 50 anos, ele não está nem aí. Continua nessa sua vidinha de sempre: trabalho-casa-trabalho-casa.

Por vezes observo esse comportamento na vida real e tb aqui na blogosfera. Pessoas que não compartilham suas experiências, trabalham duro e acumulam patrimônios que dariam para se aposentar, mas que por algum motivo psicológico, não o fazem. E continuam a reclamar do trabalho, da sua vida pessoal, não viajam (pois viajar gasta-se dinheiro), não adquirem bens que poderiam facilitar sua vida (carro é um pecado mortal) e para piorar a situação, tem o costume de ter pensamentos negativos sobre o futuro, o que leva a necessidade de ter mais dinheiro e assim segue num círculo interminável de prisão mental.

Talvez eu seja assim. Talvez vc caro leitor tenha tb um pouco dessa personalidade. Cabe a nós identificar esse padrão de comportamento e ser sincero consigo mesmo. O que vc quer? Dinheiro ou liberdade? A vida passa rápido e ficar nessa corrida dos ratos (desculpe o jargão) o tempo todo só vai ter levar a esses problemas colocados aqui. E não se engane, não é só a classe média que fica nessa vida corrida. Muitos ricos tb se aprisionam em suas fanáticas perseguições pelo dinheiro e poder, obrigando-os a terem uma vida muito aquém do que poderiam proporcionar a eles mesmo e seus familiares e amigos.


Um abraço!


10 comentários:

  1. penso nisso bastante
    quanto é suficiente?
    vale a pena gastar tempo para conseguir mais dinheiro para aproveitar o tempo?
    complicado, fora que muita gente gosta realmente de trabalhar e nem liga pra própria família

    abs!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pois é Scant, a vida é complicada mesmo, quem diz o contrário, está enganando aos outros e a si mesmo. Até o tal do equilíbrio é difícil de ser colocado em prática. Devemos encontrar um motivo que justifique um desequilíbrio momentâneo para perseguir um objetivo prático. Quando atingimos esse objetivo, é hora de avaliar o custo benefício de empregarmos muita energia em algo que vai nos prejudicar em outras áreas da vida. Quem negligencia isso está fadado ao fracasso geral de uma vida plena e interessante.

      Abraços!

      Excluir
  2. "Há um que é só, e não tem ninguém, nem tampouco filho nem irmão; e contudo não cessa do seu trabalho, nem seus olhos se cansam da riqueza; nem diz: para quem trabalho eu, privando minha alma do bem? Também isto é vaidade e enfadonha ocupação."

    Há 3 mil anos essa questão já era importante. Na minha opinião, a melhor maneira de responder se há um equilíbrio na vida é pensar na morte: se você morresse hoje, quais lembranças teria? Seus dias são cheios de alegria, projetos, amores, lembranças e prazeres ou foram apenas uma corrida por dinheiro?

    Se você fosse morrer hoje, do que você abriu mão por dinheiro que se arrepende?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bacana esse trecho que trouxe entre aspas! Eclesiastes 4:8. Embora não tenha o hábito de ler as escrituras do velho e do novo testamento, acredito que há muita sabedoria antiga que se aplica integralmente aos tempos atuais.

      Exatamente isso, devemos pensar na morta. Porém, isso não é motivo para vivermos uma vida carpe diem. Tipo: foda-se o amanhã, quero mesmo é consumir adoidado. Não! A maioria aqui na blogosfera não compartilha desse tipo de pensamento. O problema é que pensamos demais no futuro e acabamos por esquecer do presente. Esse é o ponto.

      Abraços.

      Excluir
  3. Ótima reflexão existem vários por ai.

    ResponderExcluir
  4. A repressão da consciência de morte é a maior causa de neuroses no nosso tempo. Algum dinheiro realmente se faz necessário, mas o que se deixa de mais valor nesta vida são as felicidades e experiências compartilhadas com amigos, colegas e entes queridos. Abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Faça uma pergunta a si mesmo: Quais lembranças te trouxeram mais felicidade? Verás que a maior parte delas vc não precisou de nenhum dinheiro, apenas de alguns amigos e familiares compartilhando experiências como viagens.

      Não sei se negligenciar a morte é a maior causa, mas com toda certeza é uma das causas em algumas pessoas. Acredito que o medo é a maior causa de neuroses nos tempos atuais: Medo de perder o emprego, medo de passar fome, medo de falar em público, medo de não pagar as contas, medo de ter medo e falhar na hora H. O medo é tão valorizado em nossa sociedade que valorizamos ele dizendo que ele que nos mantém vivos. Ok, é verdade, em parte, mas e a contrapartida? O que deixamos de ganhar simplesmente pelo medo de perder? Vale a reflexão.

      Abraços!

      Excluir
  5. Acredito eu que o Sucesso é o equilibrio entre todas as áreas da vida (Profissional, Financeiro, Saúde, fisíco, relacionamentos, social, conjugal, espiritual) de tempos em tempos temos que colocar todas essas áreas em uma folha de caderno e ver onde estamos em Débito e onde estamos com crédito. Só assim poderemos saber oque devemos melhorar e ter uma vida mais feliz.

    Você falou sobre se aposentar cedo, mas é exatamente esse um dos maiores problemas do Zé Bobão de hoje em dia. Ele cai na mesma armadilha que você citou (No começo ele quer 1mi, depois 2mi, depois 20mi) Ele tem de qualquer forma chegar naquele numero para chegar na linha de chegada e BUM! a vida dele será transformada da noite para o dia, ele larga o emprego que odeia e vai para a praia aproveitar sua aposentadoria.

    No mais, além do equilibrio entre as áreas, acredito muito no SERVIÇO como o principal propósito do ser humano na terra. E Servir o próximo pode ser feita de diversas maneiras, seja através do seu trabalho, através do seu dinheiro. No final, creio que Deus quer que convivemos em harmonia e paz com nossos irmãos.

    ResponderExcluir
  6. Também acredito nisso Peão, que devemos levar uma vida equilibrada. O problema todo é que algumas pessoas julgam erroneamente que o equilíbrio é, por exemplo, dar um oi para seus filhos a noite e pronto, já fez o seu papel de pai. Ou fazer amor com sua esposa duas vezes por semana e pronto. Cumpriu sua meta de casamento harmônico. Deve estar atentos aos sinais da vida, o que ela está nos dizendo para encontramos onde estamos nos desequilibrando e se devemos fazer algo por isso ou não. Eu sei, é muito subjetivo isso, mas quem disse que a vida é fácil? Muito pelo contrário meu amigo, a vida é cheia de mistérios e aquele que tem a resposta pronta pra tudo como se soubesse a fórmula mágica para o bem viver não passa de um tolo para uma pessoa minimamente culta.

    A espiritualidade realmente nos ajuda a encontrarmos o equilíbrio com nossos irmão. Não há dúvida que a intenção da maioria das crenças atuais ensina isso. Mas eu sou do tipo de pessoa que venho a vc e fala na sua cara: NÃO ME IMPORTA SUAS CRENÇAS, O QUE IMPORTA SÃO SUAS ATITUDES.

    Abraços!

    ResponderExcluir